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O que é fintech: entenda de vez essa nova tendência do mercado financeiro

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O que é fintech: entenda de vez essa nova tendência do mercado financeiro
Este texto te ajudou?

Ainda não sabe o que é fintech?

Em breve, esse será um termo popular entre os brasileiros. Quer entender por quê?

Vamos detalhar para você essa nova tendência do mercado financeiro.

Antes de falarmos das fintechs, é importante entender o que é startup.

Esse é um conceito bem mais conhecido dos brasileiros, certamente.

Ele indica uma empresa moderna, jovem, com processos voltados à inovação e que usa a tecnologia para assegurar a eficiência ao que oferece e na forma como oferece.

Transfira esse significado ao mercado financeiro e você já começará a entender o que é fintech.

Parece interessante gerenciar o seu dinheiro a partir de soluções disponibilizadas por startups?

As mentes mais antenadas pensam o mesmo.

Nos Estados Unidos, onde esse é um movimento já amadurecido, pesquisas têm identificado a insatisfação com o modelo atual.

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Além da perspectiva de mudanças na forma de se relacionar com o dinheiro.

A percepção é mais forte entre os chamados Millennials, termo usado para definir nascidos entre 1980 e 2000.

Segundo o estudo Millenial Disruption Index, da consultoria Scratch, 33% deles acreditam que não precisarão de nenhum banco.

O dado corrobora com a pesquisa da Blumberg Capital, empresa do setor de investimentos.

Ela identificou que 60% dos americanos sentem que os bancos não conseguem acompanhar suas necessidades.

E que 57% acreditam que as instituições financeiras tradicionais não mais existirão da forma atual.

Uma mudança está em andamento e ela passa também pelo Brasil, onde as fintechs já somam mais de 250 empresas, conforme o portal FintechLab.

Mas a startup fintech é um banco? E como as fintechs brasileiras atuam e que serviços oferecem?

Neste artigo, nos propomos a tirar todas as suas dúvidas para que possa entender de vez o conceito e o funcionamento desse tipo de empresa.

Mais do que isso.

Esperamos que esse texto seja útil para você avaliar os benefícios que essa proposta pode trazer para a sua vida financeira, tanto no âmbito pessoal como profissional.

Se você tem um negócio de pequeno porte, uma microempresa ou é microempreendedor individual (MEI), pode descobrir aí uma oportunidade única de solucionar as principais demandas sem afetar o caixa.

O que é fintech?

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Já leu esse nome em algum lugar e ficou se perguntando o que queria dizer? Então continue lendo este artigo e descubra o que é a inovação dos serviços financeiros.

O termo fintech resulta da união de duas palavras em inglês: financial (que significa finanças) e technology (que quer dizer tecnologia).

Assim, é utilizado para se referir a uma startup financeira, ou seja, uma empresa de base tecnológica que oferece serviços financeiros.

Para tanto, herda as suas características marcantes, como a eficiência e o baixo custo.

No livro Economia do Acesso – e os modelos de negócios baseados em compartilhamento, recorrência e assinaturas (Casa do Código), Rodrigo Dantas chama a fintech de “novo banco”.

Ele destaca ainda que milhares dessas empresas vem solucionando, de forma fracionada, o que os grandes bancos nunca conseguiram fazer com primor.

“A revolução financeira virá com o advento das fintechs, não tenha dúvida.

E os bancos (pelo menos alguns deles) já entenderam o recado”, escreve na obra.

A “forma fracionada” à qual Dantas se refere ajuda a compreender um pouco mais sobre o modo como as fintechs atuam.

E também colabora para desvincular a sua imagem dos bancos.

O que ocorre é que esse grupo de startups não oferece apenas o que os bancos disponibilizam.

Como conta corrente, empréstimos, investimentos e cartões de crédito e débito.

Há empresas estabelecidas nas áreas de microsseguros, gestão de benefícios, gerenciamento financeiro.  

Além de controle financeiro pessoal e empresarial, emissão de boletos e soluções em recebimentos para empresas.

Ou seja, ao observar os serviços das fintechs, já fica claro que:

qualquer instituição financeira precisa abrir os olhos para os processos inovadores trazidos ao mercado por essas empresas modernas.

Outra característica marcante no modelo é o seu funcionamento exclusivo em ambiente digital.

Dessa forma, todas as soluções que acabamos de relacionar são oferecidas à distância.

Pelo computador conectado à internet ou via aplicativos de celular, sem exigir o comparecimento pessoal do cliente.

Para o britânico Chris Skinner, considerado uma das pessoas mais influentes em tecnologia financeira no mundo, o aspecto tecnológico é o que melhor define uma fintech.

Em seu livro ValueWeb (publicado em 2016 e ainda não disponível no Brasil), Skinner destaca que ela rompe com o passado e seus processos ultrapassados.

“A razão pela qual estamos todos entusiasmados com as fintechs é porque há tantas novas startups atacando o modelo de negócios equivocado de operadores históricos”, escreveu.

“As novas empresas são construídas em torno de clientes usando serviços de internet em seus dispositivos móveis e portáteis”, completa ele.

Por razões como essa é que tantos especialistas projetam que o futuro pode até não ter as fintechs liderando os serviços financeiros.

Mas que eles serão digitais, móveis, eficientes e baratos, não resta dúvida.

Conheça os serviços que são oferecidos

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Muito mais versáteis, as fintechs oferecem serviços que vão muito além daqueles tradicionais oferecidos pelos bancos. São inúmeras ferramentas para ajudá-lo a gerenciar melhor seu dinheiro.

Como acabamos de ver, são muitos os serviços disponibilizados por fintechs brasileiras e outros tantos já em uso por startups no exterior.

Vamos conhecer agora mais detalhes sobre eles, tanto sobre o que é oferecido quanto a respeito de como isso acontece.

1. Conta bancária digital

Esse é um dos produtos que mais causa preocupação nos bancos tradicionais.

Com as fintechs, a conta corrente da pessoa física ou jurídica pode ser digital, sem burocracia, com todos os recursos de uma versão tradicional.

Isso significa que, estando conectado à internet, não importa se no computador, tablet ou celular, o usuário realiza todas as movimentações financeiras que desejar.

Isso inclui transferências de valores, pagamentos de contas, consulta de saldo e de extrato, entre outras funções.

O golpe mais duro ao sistema tradicional não está só na eficiência, que é maior por consequência da dispensa de demandas presenciais, mas no custo do serviço.

Você já pensou abrir uma conta em banco livre de tarifas, o que inclui até as famigeradas taxas de manutenção da conta e de cadastro de relacionamento? Sim, é possível.

E o sucesso da inovação é tamanho que até o grandes bancos estão disponibilizando versões próprias de suas contas digitais.

2. Empréstimos

Esse é outro mercado tradicional das instituições financeiras no país que começa a ser modificado pelo avanço das fintechs.

Atualmente, já é possível solicitar empréstimo 100% online, pela internet, sem sair de casa.

Não bastasse a comodidade, tem ainda a eficiência, pois o cliente recebe o dinheiro em sua conta em prazo recorde, abaixo do que é costumeiramente praticado pelo mercado.

E tem ainda o custo baixo, já que as taxas de juros cobradas ficam também abaixo da média e são ainda menores para clientes considerados bons pagadores.

As linhas de crédito podem ser disponibilizadas no formato de economia compartilhada, de pessoa física para pessoa física.

Nesse caso, a fintech faz a intermediação para garantir a segurança da transação.

Quem contrata paga menos do que pagaria ao banco.

Quem empresta recebe um retorno maior do que teria se investisse em um produto financeiro tradicional.

Ou seja, vantajoso para ambos.

Há também empresas que aceitam bens como garantia, como automóveis e casas.

Além disso, existem opções de crédito destinadas para pessoa jurídicas.

3. Cartão de crédito

Sonho de consumo de muitos brasileiros, um cartão de crédito sem anuidade e com taxas mais baixas é agora realidade.

Mas não é apenas isso, pois o produto é totalmente gerenciado pelo usuário via aplicativo de celular.

Na prática, ele tem o controle total sobre as suas operações e pode até mesmo alterar o seu limite.

Tudo isso torna o uso da ferramenta mais interessante para o cliente, que perde menos tempo com a burocracia.

Assim como ocorre com outros serviços financeiros, no caso do cartão o segredo do baixo custo está na menor estrutura exigida da fintech para o seu funcionamento.

Em uma startup, todos os processos são enxutos.

Diferentemente de uma operadora tradicional, que precisa de uma instalação física ampla, talvez agências pelo país e muitos funcionários.

4. Microsseguros

Esse é outro produto financeiro que se tornou acessível para uma parte da população que até então desconhecia como proteger seu patrimônio.

Com os microsseguros, é possível realizar também por via digital a contratação de seguro de vida, seguro viagem, para automóveis e outros veículos, para empresas e também para residências. T

udo isso de forma direta, sem intermediários.

O mercado pode parecer pequeno, mas não se engane.

Estima-se que cerca de 100 milhões de brasileiros nunca contrataram uma apólice de seguros, muitos deles por razões financeiras.

Outros, por não identificarem exatamente como proceder.

5. Investimentos

A proposta de iniciar investimentos via internet não chega a ser nova, mas gerenciar totalmente a sua aplicação financeira por meios digitais, sim.

As fintechs que oferecem esse tipo de serviço disponibilizam o acesso via navegador ou aplicativo de celular.

A maior autonomia para o investidor é um atrativo, assim como o menor custo para aplicar seu dinheiro.

O primeiro passo é descobrir o perfil de investidor, para depois classificá-los quanto a riscos e rentabilidades e, assim, oferecer um produto personalizado para cada cliente.

Um fato interessante é que, para essa definição, são utilizados algoritmos.

Se não sabe o que é isso, é mais ou menos o que o Google faz para determinar a ordem com que sugere resultados à sua busca.

No caso dos investimentos, utilizar a tecnologia para encontrar a aplicação que mais combina com o usuário pode ser uma forma de conquistar um público que ainda prefere a poupança.

Estima-se que essa seja a escolha de 80% dos brasileiros com conta em banco.

Outro diferencial está no aspecto intuitivo dos aplicativos disponibilizados pelas fintechs, que possuem conteúdo de fácil entendimento, focados na educação financeira do usuário.

6. Soluções em pagamentos

Já falamos sobre a conta bancária digital, mas quem desejar pode pagar suas contas pelo celular, utilizando boleto ou cartão de crédito, por exemplo.

Dessa forma, não é preciso ter conta em banco para a transação.

Algumas soluções propostas por fintechs são pensadas especialmente para públicos de rendas inferiores.

Por isso, até mesmo a partir de um celular comum (sem acesso à internet) é possível utilizar a funcionalidade, confirmando a operação a partir de uma senha recebida por SMS.

Outros modelos de empresa trabalham com cartões pré-pagos e podem ser utilizados também por pessoas jurídicas para quitar suas despesas.

7. Soluções em recebimentos para empresas

Para quem tem uma empresa, é fundamental planejar uma política de cobrança que seja adequada ao seu perfil de clientes.

Sempre haverá aqueles que preferem pagar no dinheiro, outros que gostam do boleto e muitos são adeptos dos cartões de crédito e débito.

Seja qual for a escolha do seu negócio, é possível encontrar uma solução disponibilizada por uma fintech no Brasil.

A emissão de boletos pode estar vinculada à própria conta digital, muitas vezes com documentos ilimitados e taxas menores, aplicadas apenas na sua compensação.

Já a maquininha de cartão é extremamente útil por ser esse o meio de pagamento preferido do brasileiro.

Segundo pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC) 79% dos consumidores no país gostam de concluir suas compras no cartão de crédito.

As vantagens do serviço oferecido por fintechs aparecem na:

praticidade da gestão via aplicativo, nas menores taxas cobradas por transação, na ausência de mensalidade e no prazo recorde de recebimento.

8. Negociação de dívidas

Essa é uma solução para credores e devedores.

De um lado, ganha a empresa, que nem sempre tem uma política adequada (e nem tempo) para abordar o cliente inadimplente.

De outro, ganha o endividado, que muitas vezes desconhece o débito ou o seu valor, mas tem interesse na quitação.

E nunca é demais lembrar que o endividamento é crônico entre os brasileiros.

Levantamento do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que o ano de 2016 terminou com 58,3 milhões de consumidores na condição.

Para eles, recorrer a uma fintech pode representar encontrar uma solução rápida para o problema.

Em alguns aplicativos, basta inserir o CPF e todo o seu drama financeiro é conhecido.

O próximo passo é a intermediação entre credores e devedores, o que pode ocorrer por e-mail, redes sociais e até mesmo por aplicativos de mensagens instantâneas.

O acordo é fechado assim que as partes chegam a um consenso sobre as melhores condições de negociação do débito.

9. Gestão financeira

Esse é outro serviço extremamente útil tanto para empresas quanto para pessoas físicas que precisam de uma ajudinha no controle financeiro.

Por meio de aplicativos oferecidos por fintechs, o usuário enxerga melhor a sua realidade financeira.

Consegue organizar melhor os gastos e gerenciar seu dinheiro de maneira facilitada.

Para empresas, o conceito de gestão financeira é aplicado integralmente.

Além de controles automatizados sobre receitas e despesas.

Operações como fluxo de caixa, conciliação bancária, emissão de notas fiscais e integração contábil são realizadas a partir de plataformas online.

10. Gestão de benefícios

A gestão de benefícios trabalhistas é também uma área de atuação eficaz das fintechs.

A entrada dessas startups no mercado trouxe maior comodidade para empresários e seus colaboradores.

O diferencial do serviço é principalmente a dispensa de cartão físico para concessão de benefícios como vale alimentação e refeição, vale transporte e vale combustível.

O trabalhador recebe os valores em uma conta pessoal e pode realizar pagamentos pelo celular, até mesmo por mensagem do tipo SMS.

Como funciona uma fintech?

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Totalmente digital e tendo a tecnologia ao seu favor para garantir máxima segurança nas transações, as fintechs ainda possuem tarifas super reduzidas, impossíveis de serem praticadas pelos bancos tradicionais.

O funcionamento de uma fintech é o de uma clássica startup.

E isso ajuda a entender como esse tipo de empresa consegue praticar preços e tarifas tão abaixo do que o mercado costuma cobrar.

A vida de uma fintech é predominantemente virtual.

Isso significa que o trabalho por trás das soluções oferecidas praticamente independe de estrutura física.

Uma sede, alguns colaboradores dedicados e só.

Segundo dados do portal FintechLab, uma em cada cinco fintechs brasileiras tem mais de 20 funcionários.

É uma realidade diferente daquela que se candidata à maior startup financeira do país, o Nubank, que tem mais de 300 colaboradores.

É claro que o trabalho por trás de uma empresa assim é tão ou até mais complexo do que nas instituições financeiras “concorrentes”.

Cuja presença física por vezes exige centenas de agências e milhares de funcionários espalhados pelo país.

Afinal, o modelo tem no cliente o centro da estratégia de negócio.

O que impõe o desafio permanente de buscar maior eficiência, dominar a tecnologia e até mesmo atualizá-la.

Entenda mais sobre o funcionamento da fintech e como ela é voltada à melhora da experiência do usuário neste vídeo.

Fintech X banco tradicional

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A diferença entre esses dois tipos de serviços financeiros? Uma é super burocrática e custosa, a segunda elimina o máximo de burocracias para você ter tempo para cuidar do seu negócio.

Como estamos falando de dois modelos diferentes que oferecem serviços financeiros parecidos, e muitas vezes iguais, é natural existir concorrência.

Mas é certo que ela é bem menos agressiva do que se imaginava há alguns ano.

Quando as primeiras fintechs despontaram no mercado internacional.

Atualmente, é raro encontrar um especialista que mantenha a previsão de que as startups financeiras irão quebrar bancos.

Há quase um consenso de que um modelo tem a ganhar com o outro.

De um lado, os bancos certamente têm a aprender com as fintechs e seu formato proposto para o cliente.

Utilizando a tecnologia para promover processos mais eficientes e baratos.

De outro, as fintechs ainda dependem de bancos por esses habitarem um mercado regulado.

E, assim, sendo restrita a eles a oferta direta de determinados serviços financeiros.

Neste vídeo, o vice-presidente do Itaú Unibanco